2010
O CONCEITO DE JOGO, ARTE E A LINGUAGEM PARA HERMENÊUTICA FILOSÓFICA DE HANS-GEORG GADAMER
Usando como referência o pensamento de Hans-Georg Gadamer, este artigo se propõe apresentar resumidamente o conceito de jogo, arte e linguagem para hermenêutica filosófica. O que é jogo? O jogo pode ter um sentido filosófico? O que o jogo tem? Qual a relaçã
o entre jogo e arte? Que movimento há na arte, arte e na linguagem, segundo Gadamer? Estas s
o questões que ser
o tratadas diretamente aqui, n
o no sentido de se encontrar qual o jogo ou qual o método de jogar, pois o que se apresenta é a ontologia do jogo, da arte e a linguagem como instância ontológica. Aliás, sobre o método e jogo já se coloca uma quest
o inicial na hermenêutica filosófica. No próprio título do livro de Gadamer, editado pela editora Vozes, aqui no Brasil, Verdade e Método - traços fundamentais de uma hermenêutica filosófica, já se utiliza o termo método, construindo ent
o um título bastante instigante pela associaçao de duas ideias caras à filosofia: verdade e método.
PALAVRAS-CHAVES: Jogo; Hermenêutica filosófica; Linguagem
Prof. Ms. Regio Hermilton Ribeiro Quirino
regioquirino@hotmail.com
RECOEUR E A VISÃO ÉTICA DO MAL
A obra de Paul Ricœur tem como ponto de partida a reflexão ética: o homem falível, da culpa e do mal. Pretendemos nesse artigo abordar o que Ricœur chama de visão ética do mal. Para isso, é necessrio analisar dois autores que habitualmente não se associam, Santo Agostinho e Kant. O primeiro ao lutar contra a concep
ção maniqueísta do mal e o segundo, ao pensar o mal como uma heteronomia da vontade, um mal radical, isto é, o formalismo em moral. Para Ricœur, a clarifica
ção do que seja o mal por esses dois filosófos se traduz por uma perda de profundidade, pois o pre
o da clareza é a perda da profundidade, da profundidade que corresponde à tenebrosa experiência do mal que aflora nos mitos e nos símbolos primários. Ricœur então encontra o que não é admitido na visão ética do mal: a tenebrosa experiência que aflora de modo diverso na simbólica do mal, e que constitui o “trágico” da reflexão. Por conseguinte, o que na teodicéia era apenas um falso saber como conceito é tornado setor da esperan
a. A necessidade do mal é, pois, ent[ao, o mais alto símbolo racional que a inteligência da esperan
a forma.
Palavras-Chaves: Paul Ricœur, Símbolo, Pecado, Mal, ética
Marcio de Lima Pacheco
omartelodezeus@hotmail.com
RELAÇÃO CORPO E ALMA, no De anima, de Aristóteles
O presente artigo é uma reflexão sobre a relação que Aristóteles estabelece sobre o corpo e alma humanas no seu texto De anima. Partimos do pressuposto de que o filósofo entende a alma como o princ…pio animador do corpo, desse modo, apresentando essas duas entidades não como uma dualidade mas como uma unidade. Por fim segue-se a relação que Aristóteles estabalece com as categorias filosóficas por ele defendidas em seu pensamento, a saber: matéria-potência-corpo e forma-ato-alma.
Palavras-Chave: Alma. Corpo. Matéria. Forma. Ato. Potência.
Hugo Filgueiras de Araújo
hugofilguaraujo@hotmail.com
O MUNDO: VONTADE E REPRESENTAÇÃO SEGUNDO ARTHUR SCHOPENHAUER
O presente artigo constitui-se de uma pesquisa teórico-bibliográfica a
cerca da natureza do sofrimento na vida do homem e as formas de libertaçao deste
segundo o pensamento do filósofo voluntarista Arthur Schopenhauer. No intuito de
demonstrar o caráter irracional do sofrimento e de provocar uma releitura sobre o
tema segundo o filósofo a mencionado elucidando a possibilidade da felicidade, este
trabalho apóia-se sobre os escritos do próprio autor e de alguns comentaristas,
portanto o trabalho foi efetivado como um diálogo com o filósofo sobre sua teoria,
uma análise bibliográfica do mesmo. O mundo é dividido em duas realidades: a
num
nica, a coisa em si, uma força cega, denominada Vontade; e a fenom
nica, as
representações subjetivas realizadas pelo sujeito cognoscente. A realidade
num
nica, a Vontade, provoca nos humanos um ciclo de desejos jamais saciados. O
homem é, pois, impedido de ser feliz. Entretanto, um estado de beatitude pode ser
alcançado desde que subjuguemos a Vontade ao conhecimento por meio da
contemplação estética, que abstrai o homem momentaneamente do sofrimento; da
compaixão, que faz desaparecer as formas individuais fazendo o homem
compreender o outro como a si; e, finalmente, da ascese, que mortifica
definitivamente a Vontade suprimindo os desejos materiais e corporais. Portanto, há
uma vida beata que é alcançada pelos caminhos estético, ético e ascético, fato que
este artigo quer fundamentar: há uma maneira de viver melhor.
Palavras-chave: Mundo – Vontade – Representação – Influ
ncia – Metafísica.
Antunes Ferreira da Silva
antunnes_ferreira@hotmail.com